Radicalizar a democracia

Da segurança à religião, pesquisadores propõem medidas para combater o autoritarismo estrutural em diferentes áreas e instituições do país

Radicalizar a democracia

Em recente jantar na cidade de Lisboa, conversávamos sobre temas mais e menos amenos quando fui surpreendido pelo desapontamento de um dos convivas portugueses com a circunstância de o voto de pessoas “bem formadas”, como “nós”, ter o mesmo valor (quantitativo) que o voto de pessoas não tão bem formadas assim, como “eles”. Outro comensal logo concordou com o diagnóstico de “injustiça” de seu compatriota, que instintivamente repeli, assim como fizeram outros convidados, e, de repente, estávamos envolvidos em uma controvérsia que eu imaginava extinta pela marcha da civilização: a do voto universal.

O episódio insólito, patrocinado por pessoas “bem formadas” do continente europeu, ainda que em uma de suas esquinas empobrecidas, registre-se, é sintoma particular do processo global de erosão democrática. Ele revela a existência de forte demanda, no mercado político contemporâneo, pelo viés autoritário — que no Brasil, devido à patologia funcional de suas instituições e a fatores de natureza histórica, encontrou no bolsonarismo terreno fértil para prosperar e, na tentativa de golpe, emblema maior da desestabilização criminosa.

Clique para ler a resenha completa publicada no site da Quatro Cinco um.