As revoluções perdidas – Entrevista com Vincent Bevins

Jornalista analisa as razões de tantos protestos na década passada terminarem com resultados quase sempre opostos ao que pretendiam

As revoluções perdidas – Entrevista com Vincent Bevins

No auge das manifestações de junho de 2013, enquanto trabalhava no Brasil como repórter correspondente do jornal Los Angeles Times, o norte-americano Vincent Bevins cobria os atos e escutou a multidão ao seu lado cantar da praça da República, no centro de São Paulo: “O amor acabou. A Turquia é aqui!”. Naquele mesmo mês, partindo da capital Istambul e rapidamente alcançando todo o país, milhares de turcos saíram às ruas por semanas contestando a legitimidade do seu governo — e sofrendo forte repressão, que era denunciada nas redes sociais para convocação de novos protestos.

Em A década da revolução perdida: a onda de manifestações que incendiaram o mundo, o jornalista conta sua experiência no Brasil e usa o país como fio condutor, mas trata do que se passou na Turquia, no Chile, na Ucrânia, na Tunísia, no Egito, na Coreia do Sul, em Hong Kong, no Iêmem e no Bahrein, com incríveis semelhanças. Entre 2010 e 2020, o número de pessoas em protestos nas ruas foi maior do que em qualquer outro momento da história, ainda que quase nenhum dos efeitos produzidos tenham sido os desejados pelos manifestantes.

Com uma extensa pesquisa, mais de duzentas entrevistas, depoimentos e análises de alguns dos principais intérpretes locais das regiões que retrata, como o sociólogo ucraniano Volodymyr Ishchenko e o filósofo brasileiro Rodrigo Nunes, o livro se soma às obras interpretativas de Junho de 2013 numa perspectiva internacional comparada.

Em entrevista à Quatro Cinco Um, Bevins analisa o saldo da década de manifestações de massa, que levou intelectuais e ativistas do mais alto otimismo a um pessimismo catastrófico em relação às possibilidades emancipadoras tanto da política quanto da internet.

Leia o texto completo aqui.